Ilustração por

Sobre contos e pespontos

Entre um conto e outro, alguns pespontos. Preciso dos pespontos para manter o principal equilibrado e firme. Preciso todo o tempo... Aprendi a pespontar quando a minha mãe me ensinou a fazer flores. Não, não se aprende a pespontar quando se faz flores. Essas apenas me lembram a minha mãe que me ensinou a pespontar os arranjos que a vida nos dá.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BELO HORIZONTE, EU TE AMO, EU TE ODEIO... eu te odeio... eu te amo...




Chegou aqui, agora, com a violência de uma tempestade, uma daquelas que ocorre no final da tarde... Você quis me fazer chorar? Conseguiu! Você quis me matar? Matou.
Estou aqui, cheia de crochê pra fazer... eu bem que não quis abrir o arquivo, eu bem que não quis... eu já estava de saída para só voltar mais tarde... Assistirei ao vídeo mais "x" vezes e depois retornarei ao mundo.

Então, quem não conhece, fica conhecendo agora, a cidade que adotei como terra natal aos catorze anos.

24 comentários:

  1. Minha filha mais nova mora em BH, sou filho de mineiro!!

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  2. Oi, Helcio!

    Estou aqui, sufocada. Sufocada nada! Sufocada nada porque chorei mesmo... igual a Clarice Lispector diz ao lado >, à direita da página, estou com cara de sapo.

    Não há um lugar ali não pisado, cheirado, percorrido por mim.

    Enviaram-me o vídeo e eu fui pega de surpresa.

    Tua filha gosta de lá?

    Beijos!

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  3. oi minha amada...
    voltei de viagem e adotei Japoatã/SE como minha cidade natal...
    será que estou velha pra fazer isso?
    rs

    beijos

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  4. Thais, meu anjo...

    Velha? Ai, não me faça perguntas assim... Nasci em Caratinga, interior de Minas, terra do Ziraldo ( autor do "Menino Maluquinho"), mas nunca morei lá.

    Passei por algumas outras antes de chegar em Belo Horizonte.

    Vivi muitos anos lá, e então eu digo que sou de Belo Horizonte, porque por lá fiquei por décadas.

    Mas, aos 42, eu adotei outra cidade, que não substituirá a adotada, BH, mas que, com certeza (certeza?), será a segunda cidade do meu coração. Não é Los Angeles, não moro em L.A., assim está escrito no perfil, mas moro apenas e com a graça de Deus, no condado de L.A.. A minha segunda cidade é um ovinho...

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  5. Suzana, querida, não consegui ver o vídeo ainda, porque daqui onde estou não dá, mas imagino que vou amar, se é sobre BH!
    Assim que chegar em casa, à noite, entro aqui de novo, vejo e lhe digo minhas impressões.
    Beijo, querida!

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  6. Oi, Suzana!
    Minha filha encontrou lá tudo que mais desejava: convívio social eclético, lazer saudável, um mar de nuvens e a paz que aquele relevo transmite.

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  7. Hoje, por coincidência, é aniversário de casamento dos meus pais, 53 anos!

    Saudades dos dois aí nos prados. Saudade também de T., D., G., V., S., I., até de mim.

    Incrível a minha incapacidade de segurar certas rédeas... eu que já fui considerada uma boa amazona. A mão solta, a rédea fica frouxa, as pernas não apertam a barriga do bicho.

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  8. Eu sei, Helcio, eu sei. O convívio lá é muito bom e há um quê de mistério, acolhimento e nostalgia naquelas montanhas. Sou filha delas, das montanhas, talvez, por isso, a minha falsa extroversão. No fundo, sou igual àquelas montanhas, se você chegar muito perto, verá que há em torno, sensação forte de clausura, uma sensação de que você nunca saberá o que irá encontrar se adentrar, nem eu!

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  9. Su,

    Não consegui abrir o video (Vezenquando minha net é tão lenta quanto eu), mas vou voltar depois.
    BH deve ser uma coisa de doido, de linda.
    Mas só o fato de passar aqui, e te dar um abraço, já me valeu tudo a pena.

    Um beijo!

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  10. Oi Suzana...
    Linda esta cidade, não conheço mas já está agendada para algum dia quem sabe...
    Você é mesmo especial, assim merece tudo de especial, só segura o coração tá.
    Fugindo do assunto, vou fazer uma pequena observação...
    Curioso, já não é a primeira vez que vc fala em crochê, assim estava pensando que bela arte, podemos dizer que além de terapia é uma aprendizagem de vida.Você faz e se errar pode recomeçar. Ao tecer, constrói algo e da idéia inicial ao produto final, quantas laçadas, voltas e reviravoltas e nem sempre ao terminar achamos que ficou legal. Parecido com a vida, não!!Se viajei, me desculpe.
    Beijos e bom ter vc aqui novamente.

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  11. Bom, pelo que estão vendo, meu dia perdeu a compostura, saiu da trilha totalmente.

    Agenda perdida!

    Lu e Sil, assistam, vale a pena e a música é linda por demais... (mineiro gosta tanto de "demais"...rs!).

    Néia,

    Eu te entendo, eu te entendo...

    Mas é que eu não sei fazer crochê! Acho lindo quem faz, mais até que tricô, porque os pontos são miúdos, retorcidos, esquisitos, um enrosca enrosca sem fim... minha mãe faz, os dois, tricô e crochê, desde os 8 anos de idade, sem olhar as agulhas, faz enquanto vê televisão... coisa de doido isso! Como é que pode? Faz meias usando 4 agulhas de uma vez só... considero coisa de gênio.

    Pois é, não sei fazer crochê, aí mora o problema.

    A minha mãe, quando não gosta do trabalho, desmancha tudo, tudo, vai puxando o fio, sem dó e nem piedade, às vezes, até ri de mim, que, ao lado dela, chego a sentir mal. Ela puxa tudo, faz outro bola e recomeça. Às vezes, ela guarda tudo dentro do armário, dentro de sacolinhas, mas depois volta... creio que eu, ou jogaria tudo no lixo, ou passaria o material para a frente, de aflição dele.

    Já pintei telas. Certa vez, fiquei tão irada com um quadro de margaridas que tentei lavá-lo com sabão em pó, debaixo da torneira do tanque. Coisa absurda pois se tratava de tinta a óleo, e eu sabia do meu ato insano. Minha mãe me pegou no ato, esfregando com escova de lavar roupa a tela. Ela salvou o quadro, assim como salvou muita lã, muita linha e muitas vidas.

    E vocês me chamam de anjo das palavras, penso ser uma suicida emocional ou economista de emoção... eu só consigo escrever, parece que fico possuída.

    Quem sabe, um dia, aprendo!

    Você não viajou, falou o que pensa e sente... Só isso eu faço bem, conversar, falar, mas mesmo aí, dou meus pulos mortais.

    Beijos!

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  12. Eu sei bem como é isso...passei toda minha adolescencia e quase toda minha vida adulta em Santos - Sp...entonces, meu coração é parte xarioca, parte santista, parte paulista...quanto ao crochê (rsrsrs) muita gente não acredita mas sei fazer...!! Aprendi depois de muita terapia para oculpar meu tempo com outras coisas que não fossem o consumismo compulsivo, "entonces", toda vez que pensava em pegar meu cartão de crédito, imediatamente eu pegava barbante e agulha de crochê... e da-lhe tapetinhos de banheiro!!!!!!
    Bjosssssssssssssss!!!
    OBS>
    Te juro que não sei mais o que fazer para voce receber minhas atualizações...!!!Pois eu quero sempre continuar recebendo as tuas que me são muito preciosaS!
    bjossssssssssss

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  13. Rosana,

    Quantos tapetinhos você já fez? Ai, estou aqui morrendo de rir.

    O Blogger.com não atualiza Blogs privados, então não está atualizando o O MEDO DE SUZANA. Assim sendo, sempre que eu postar aqui, darei notícia de qual é o último post lá.

    Não recebo atualizações de outras pessoas também, de umas quatro ao todo.

    Mas pode deixar, continuarei passando lá, se tiver novidade, bem, se não, volto no dia seguinte... e faço com prazer. Você foi uma das primeiras pessoas que conheci aqui.

    Beijos!

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  14. Suzana, não me lembra das minhas saudades, que são grandes, tão grandes quanto o oceano e o tempo que me separam delas... Minha vóinha não fazia crochê nem tricô, fazia fuxico e me ensinou. Eu me lembro dela, ainda a trabalhar com as roupas velhas, cortando, costurando, emendando... Fuxico era coisa para tapetinho de porta e os buraquinhos eram virados para baixo. Agora, as coisas mudaram.
    Eu adoro sentar com lã e agulha, mas não faço tricô, me basta o crochê. Comecei na adolescência, com uma vizinha, e não fiz mais nada por muitos anos. Agora, faço para me distrair (ansiedade? nããão...) e minha graça era fazer cachecol até descobrir as faixas para cabelo. Ainda vou fazer Patchwork e aprender a costurar de verdade!
    Beijos mil!

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  15. Ah, e como sua mãe, desmancho um trabalho pronto se achar que não ficou como eu queria. Faz parte da graça. Chega a ser um prazer saber que vou fazer de novo e dessa vez melhor.

    Quem explica?

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  16. Ô saaaudade....

    Coração bateu apertado agora, Su!!

    Beijos

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  17. Há cidades que são assim: um caso de amor e ódio, sinto isso por Sampa, São Luís, Buenos Aires! Voltei hj de um paraíso entre dunas e céu azul e mar, como me sentir pequenino lá!
    Adorei a música do vídeo! Fui uma vez a BH, talvez por ter passado lá uma semana que chovia achei a cidade tão escura!
    Deixo-te uma música que têm muito comigo hj:
    "Misterioso luar de fronteira/derramando no espinhaço quase um mar/clareando a aduana/Venezuela, donde estás?/minha camiseta estampada com o rosto de Elvis/a minha guitarra é minha razão/minha sorte anunciada/misteriosamente a lua sobre nada/vem, mamacita, doida e meiga/sempre o âmago dos fatos/minha guerra e as flores do cactos/poema/cinema/trincheira/um cego na fronteira/filósofo da zona/me disse que era um dervixe/eu disse pra ele/camarada/acredito em tanta coisa que não vale nada/espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui/não sei pq nessas lagunas vejo seu olhar/velejando/viajando/sol querendo/meu querer/meu dever/meu devir/e eu aqui a comer poeira/que o sol deixará."
    (Canção Noturna: Skank)
    Abçs e paz!

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  18. Rosa,

    Acho fuxico a coisa mais linda! Você encontra muitos trabalhos feitos de fuxico nas famosas cidades mineiras, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes (uma paixão), Diamantina... e são caríssimos!

    Saudade de exilado... você sabe o que é. Não dá para pegar o avião e ir ali. Ali é longe, muito longe. O FRANCK escreveu sobre a famosa frase "Longe é um lugar que não existe", tempos atrás, e eu concordo com ele, quando ele contestou essa "verdade", repetida por todos. Longe é um lugar que existe, sim. E é longe pra caramba!

    Hoje, está doído, porque estou doente, me entupindo de remédios (aqui é inverno) e, então, bastante fragilizada... e vendo estas imagens, desmoronei.

    Eu queria a minha mãe agora, um pouco só, bem pouco... nossa, dói.

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  19. Suzana,

    Amanhã, estarei boa. Já nem mais me importo de "morrer", amanhã, ressuscito, com absoluta certeza, é uma das poucas que tenho, porque é o que acontece, sempre.

    Beijos!

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  20. Franck,

    Por amor, irei lá, passear. Por ódio, não moro lá nunca mais (salvo se Deus decidir que assim será).

    E, por coincidência, você mencionou o Skank. Samuel Rosa foi meu colega de turma no Pitágoras. Aos quinze anos, ele já tinha banda ("the Waifers", se lembro bem era esse o nome da banda). A banda tocava em todas as nossas festinhas, na garagem, da casa da Telma, no bairro Santa Efigênia. No terceiro ano científico, eu fui para a área de "Humanas", ele foi para a área "Biológicas", porque queria ser psicólogo. Esse cara tocou e cantou creio eu desde que nasceu. Aqueles tempos foram muito bons. O período da universidade também, guardo ótimas recordações. E só!

    Beijos! Obrigada pela letra da música, não conheço, vou jogá-la no Google.

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  21. Franck,

    Belo Horizonte é muito bela, atraente, sem mar, mas cercada pela Serra do Curral. Mas, quando chove, ela escurece e muito e a cidade vira um dilúvio.

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  22. Suzana.

    Não conhecia este video e adorei.
    Como esta bela a nossa Beagá.
    É pra balançar mesmo o coração de quem esta fora.
    Beagá dá saudade até em quem ainda esta por aqui.

    bjos

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  23. Lily, você é um ser em constante sentimentos.
    Esse texto lindo mostrou isso de maneira bem peculiar.
    Menina então fique mais sentimental ouvindo isso: Você mora no lado esquerdo do meu peito.
    Adoro você moça

    Beijo.

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  24. Falar o que de BH? Só uma coisa que nunca esqueço. No centro, atrás do Othon Hotel tem uma padaria que faz o melhor pastel de carne do UNIVERSO.

    PS- Tiradentes é minha paixão tb.

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