Ilustração por

Sobre contos e pespontos

Entre um conto e outro, alguns pespontos. Preciso dos pespontos para manter o principal equilibrado e firme. Preciso todo o tempo... Aprendi a pespontar quando a minha mãe me ensinou a fazer flores. Não, não se aprende a pespontar quando se faz flores. Essas apenas me lembram a minha mãe que me ensinou a pespontar os arranjos que a vida nos dá.



sábado, 17 de novembro de 2012

MOÇO!

(Imagem retirada da Internet)
Moço!

Pega teu sorriso, tua gargalhada solta, tua felicidade explícita por estares ao meu lado e vai dormir.
Pega teu olhar fixo, constante, parado em mim,
Pega tuas mãos lentas, teus toques suaves... e vai tu!

Vai tu, porque tu és bronco demais para mim! Sou delicada, sou quente, sou dos Trópicos. Sou molhada. Desertos, só os tenho na alma, não como tu que os tem em alma e corpo.

Pega teu corpo vazio e enche de alguma bebida bem barata e encharca-te nela, esquece que cruzei teu caminho. Tu és árido, tapa seco. Ah, se eu te desse um tapa! Guarda-o em caixa de veludo para que não esqueças tu que até para bater e desprezar, sou artista; faço belos arranjos, mesmo que me doa, mesmo que me fira... quem nasce abaixo do Equador possui calor, mas isso tu desconheces, tu conheces apenas calor de lareira.

Por Suzana Guimarães