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Sobre contos e pespontos

Entre um conto e outro, alguns pespontos. Preciso dos pespontos para manter o principal equilibrado e firme. Preciso todo o tempo... Aprendi a pespontar quando a minha mãe me ensinou a fazer flores. Não, não se aprende a pespontar quando se faz flores. Essas apenas me lembram a minha mãe que me ensinou a pespontar os arranjos que a vida nos dá.



quarta-feira, 2 de março de 2011

"EU QUERO O SONHO, EU QUERO O PORTO, QUERO O REINO, O REINO DE OVIDAH"

arquivo pessoal - SCG

Na minha família, sou aquela pessoa a quem todos chegam perguntando qual a melhor roupa para se ir à festa, ao primeiro dia de trabalho, a um evento importante ou não. Acredito que é porque eles gostam do meus gostos e por isso questionam-me sobre o cabelo, maquiagem, bolsa de mão, gravata, gel ou não? Mas, sei também e eles afirmam satisfeitos que o principal motivo de quererem saber a minha opinião é a minha absoluta franqueza. Não chego ao ponto de magoar, mas transparece em mim a insatisfação, a dúvida, o desagrado.

Franck clica aqui é meu amigo e pediu que eu fizesse a apresentação do livro dele. Eu lhes confesso, eu faria a apresentação, após ler o material, gostando ou não, porque ele é meu amigo. Mas, ficaria só nisso, não passaria do preâmbulo ofertado. Minha contribuição seria um trabalho, feito com esforço, mas seria bem feito e nada mais.

Mas, Franck Santos, em FOGO-FÁTUO, não só escreveu contos, poemas, cartas, ele abriu seu coração, entregou-o para que nós o desfolhássemos e eu estou aqui para dizer a vocês que um livro é bom quando além de nos passar mensagens, nos inspira, nos enleva, nos faz rir ou chorar por ser cru, nu, e, isso, nos tempos atuais, a cara limpa, o coração exposto é pedra rara de se encontrar. Franck Santos nos ofertou a transitoriedade da vida, do fogo que nele ardeu, arde e ainda arderá, mesmo que por sob cinzas. 

"(...) Fogo quente vermelho fogo azul. Eis aí teu cerne, teu centro, lágrimas, um beijo ao vento, uma caminhada na praia, um copo de suco de maracujá, porta que bate, que fecha, janelas em ti tão ensolaradas, a força de teus quereres, das tuas crenças, teu sexo." (...)




"Quem é você, Franck Santos? Você é teu fogo, teu coração, teu senhor, teu dono. Você é o óbvio e a entrelinha, é ilha e um país, é palavra, é do norte, nordeste, tudo que em ti se encerra, é mato selvagem, é a brisa leve e fina, mas firme, onde tua alma adormece."

                                                    Suzana Guimarães

Endereço para contato: franck015@yahoo.com.br


Nota: mesma publicação, na mesma data, em O Medo De Suzana.